Política

Lula critica classificação de CV e PCC como terroristas pelos EUA e defende soberania brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas, afirmando que o combate ao crime organizado deve ser conduzid…

Por • 29/05/2026 21:55 • 2 min de leitura
Lula critica classificação de CV e PCC como terroristas pelos EUA e defende soberania brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão das autoridades dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. Em visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), Lula afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como "moleque" ou como uma "republiqueta" diante dessa situação.

Lula reconheceu que o CV e o PCC causam terror nas comunidades brasileiras, especialmente nas periferias, mas destacou que essas organizações não se encaixam no perfil tradicional de terrorismo internacional adotado pelos EUA, citando como exemplo Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001.

O presidente ressaltou que o combate ao crime organizado deve ser feito internamente, mencionando a aprovação recente de leis antifacção e de combate ao crime organizado no Brasil. Ele rejeitou qualquer interferência estrangeira nesse processo, afirmando que o país é grande e merece respeito nas relações internacionais.

Além disso, Lula expressou preocupação com interesses estrangeiros sobre os recursos naturais brasileiros, como minerais estratégicos, terras raras, ouro, diamantes, água doce e a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. Ele destacou que o Brasil não permitirá que a Amazônia seja reivindicada por outros países.

O presidente também mencionou uma conversa com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual entregou um documento propondo cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, reforçando a importância do diálogo bilateral respeitoso.

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