Política

Ministro Moraes suspende aplicação do PL da Dosimetria até julgamento final no STF

Alexandre de Moraes determina suspensão de pedidos baseados no PL da Dosimetria feitos por condenados dos atos de 8 de janeiro, aguardando decisão do plenário do Supremo sobre ações que questionam a nova lei.

Por Syler • 12/05/2026 00:17 • 2 min de leitura
Ministro Moraes suspende aplicação do PL da Dosimetria até julgamento final no STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu, no sábado (9), suspender os primeiros pedidos apresentados por condenados pelos atos de 8 de janeiro que utilizam o PL da Dosimetria como base. A medida vigora enquanto o STF analisa ações que questionam a constitucionalidade da nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional.

A decisão impacta ao menos dez solicitações feitas por advogados dos condenados logo após a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sexta-feira (8). Moraes considerou que a discussão no STF pode influenciar diretamente a execução das penas e até a definição das condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro.

No despacho, o ministro estabeleceu prazo de cinco dias úteis para que o Legislativo apresente esclarecimentos sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pela federação Psol-Rede. Os partidos alegam irregularidades na derrubada do veto presidencial, afirmando que o veto integral teria sido desmembrado durante a votação no Congresso.

Moraes ressaltou que a resposta do Legislativo poderá influenciar o andamento dos pedidos das defesas. Ele recomendou a suspensão da aplicação da lei por segurança jurídica até que o STF defina a controvérsia, garantindo o prosseguimento regular das execuções penais conforme as decisões já transitadas em julgado.

A suspensão gerou reação entre advogados dos condenados. Em nota, representantes de dois réus afirmaram que a decisão do ministro contraria a posição do Congresso Nacional, pois a nova lei já foi aprovada e entrou em vigor. Eles destacaram que a legislação reconhece a necessidade de diferenciar os envolvidos, não tratando todos da mesma forma.

Além da ação do Psol-Rede, a federação PT/PCdoB/PV também acionou o STF contra o PL da Dosimetria, alegando incompatibilidade da lei com normas constitucionais e precedentes da Corte. O pedido inclui medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da legislação, citando urgência excepcional.

Em nota pública, o presidente do PT, Edinho Silva, classificou a proposta como um retrocesso no combate aos crimes contra a democracia. Ele mencionou investigações que indicam planos para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

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