O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), publicou na noite desta quarta-feira um vídeo em que aparece pessoalmente nas ruas da cidade abordando moradores em situação de rua. Com tom firme e sem rodeios, ele deixou claro que a administração municipal não vai tolerar a ocupação irregular de espaços públicos — e que quem recusar o acolhimento oferecido pela prefeitura terá que deixar a cidade.
Durante a ação, um caso escancarou o problema e gerou indignação. Ao questionar um homem de 49 anos, vindo de Rondônia e há dois meses vivendo nas ruas de Curitiba, Pimentel descobriu que ele havia utilizado recursos do Bolsa Família — benefício pago pelo governo federal com dinheiro do contribuinte — para comprar a barraca instalada na rua. O próprio morador confirmou a situação sem constrangimento. Em vez de usar o benefício para se reerguer, o homem migrou de outro estado, montou acampamento em via pública e passou a ocupar espaço que não lhe pertence. A passagem de volta para Rondônia já estava providenciada.
A postura de Pimentel durante toda a ação foi de quem não veio para negociar. A Guarda Municipal chega primeiro, avalia cada caso e encaminha para o acolhimento voluntário. Quem aceita é direcionado para abrigos, tratamento de saúde e programas de reabilitação. Um dos abordados aceitou internamento voluntário após admitir dependência química. Outro foi preso em flagrante por ter mandado de prisão em aberto — mais um perfil que a cidade não tem obrigação de abrigar nas ruas.
“Quem aceita acolhimento, vai para acolhimento. Quem não quer, tem que andar”, afirmou o prefeito no vídeo, sem eufemismos. Pimentel foi claro: Curitiba oferece emprego, tratamento e moradia assistida para quem quer recomeçar. Mas a rua não é e não será moradia. Quem não aceita as oportunidades oferecidas pela prefeitura e insiste em ocupar o espaço público tem um destino: deixar a cidade.
Enquanto o governo federal distribui benefícios sem qualquer controle sobre como são gastos — a ponto de financiar barracas nas ruas de outras cidades —, é a prefeitura de Curitiba que arca com o custo social, operacional e de segurança gerado por esse fluxo.



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