Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogada, se emocionou durante audiência de custódia realizada após sua prisão na última quinta-feira (21/5). A defesa da advogada pediu ao juiz que ela respondesse ao processo em prisão domiciliar para poder cuidar da filha Valentina, de nove anos.
A prisão de Deolane ocorreu em uma de suas mansões em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, da Polícia Civil paulista. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça, no entanto, negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva da influenciadora.
Durante a audiência virtual, Deolane afirmou que os valores recebidos em sua conta bancária estavam relacionados ao exercício da advocacia, destacando que os fatos investigados ocorreram entre 2019 e 2020, quando ela atuava na defesa de um cliente citado no relatório policial. Ela ressaltou que foi presa enquanto exercia sua profissão.
A investigação aponta que Deolane teria recebido transferências suspeitas de uma transportadora vinculada ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC. As autoridades afirmam que os depósitos não condizem com serviços advocatícios, mas sim com movimentações financeiras da organização criminosa.
A defesa contestou a prisão preventiva, argumentando que não há envolvimento de violência ou grave ameaça no caso. A advogada Josemari Rocha destacou que a legislação permite prisão domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos, ressaltando o direito de Deolane por ser mãe de uma menina de nove anos.
Apesar do pedido da defesa, a Justiça manteve a prisão preventiva de Deolane Bezerra. Ela foi inicialmente encaminhada para a Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, e posteriormente transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
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