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Documento encontrado em esgoto levou polícia até Deolane em investigação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Secretário de Segurança Pública de SP detalha operação que resultou na prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, investigada por envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

Por • 21/05/2026 19:37 • 2 min de leitura
Documento encontrado em esgoto levou polícia até Deolane em investigação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi alvo de uma operação policial nesta quinta-feira (21/5) por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Nico Gonçalves, revelou que a investigação ganhou força após a recuperação de um documento parcialmente destruído encontrado em um esgoto, considerado peça-chave para chegar até a advogada.

De acordo com o delegado, a apuração teve início em 2019 e o documento recuperado pela perícia permitiu identificar uma transportadora suspeita de movimentar recursos financeiros para contas ligadas a Deolane. A polícia acredita que essa empresa fazia parte de uma rede de empresas de fachada usadas para ocultar valores oriundos do crime organizado, muitas delas com endereços falsos no mesmo local.

A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em diversos endereços relacionados aos investigados. Além de Deolane, foram detidos o irmão e o sobrinho de Marcola, líder do PCC, e um homem conhecido como Player, apontado como operador financeiro do grupo. No total, seis pessoas foram alvos das ordens judiciais, sendo que algumas já estavam presas e outras foram detidas durante a ação.

Foram apreendidos celulares, veículos de luxo e documentos, além do bloqueio judicial de R$ 327 milhões em bens e ativos financeiros. Deolane estava em Roma, na Itália, quando a operação foi deflagrada, e a polícia optou por manter o sigilo para evitar vazamentos e possíveis fugas. O delegado destacou que essa investigação é distinta da prisão anterior da advogada em 2024, relacionada a lavagem de dinheiro em jogos ilegais e apostas online.

Deolane deve ser transferida para uma unidade prisional em Tupã, no interior de São Paulo, onde permanecerá presa preventivamente. Segundo o secretário, as provas reunidas são robustas, o que pode dificultar um eventual pedido de habeas corpus.

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