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Promotor classifica Jairinho como “psicopata severo” e critica Monique por ignorar sinais de violência contra Henry Borel

Durante os debates do júri, o Ministério Público acusou Jairinho de comportamento agressivo e apontou que Monique Medeiros não percebeu os sinais de risco para o filho Henry Borel antes da morte da criança.

Por • 04/06/2026 08:23 • 2 min de leitura
Promotor classifica Jairinho como “psicopata severo” e critica Monique por ignorar sinais de violência contra Henry Borel

No décimo dia do julgamento pelo caso Henry Borel, o promotor Fábio Vieira qualificou o ex-vereador Jairinho como um “psicopata severo” e criticou a mãe da criança, Monique Medeiros, por não ter identificado os sinais de violência contra o filho. Henry, de quatro anos, morreu em março de 2021, e ambos respondem pelo crime.

Durante sua sustentação, o promotor destacou que Monique, que tem independência financeira e uma ampla rede de apoio familiar, ignorou comportamentos preocupantes de Jairinho, como invasão de domicílio, agressões físicas e ciúmes excessivos. Segundo ele, tais atitudes deveriam ter despertado a atenção dela, especialmente por sua experiência como professora e diretora de escola.

Fábio Vieira também mencionou o depoimento da ex-companheira de Jairinho, que revelou um histórico de relacionamentos conflituosos e agressivos do réu. Mesmo ciente disso, Monique manteve o relacionamento e morou com ele, o que, para o promotor, demonstra uma “cegueira” diante dos riscos.

Além disso, o promotor criticou a postura de Monique após a morte de Henry, apontando que ela negou relatos da babá sobre intimidações e tentou responsabilizá-la pelos acontecimentos. Ele ressaltou que Monique não atendeu ao pedido do filho para ficar na casa da avó e não percebeu sinais claros de sofrimento, como as queixas sobre um “abraço apertado” dado por Jairinho.

A promotora Audrey Alves também criticou a reação de Monique nos dias seguintes ao falecimento da criança, afirmando que algumas atitudes da ré demonstravam falta de sensibilidade diante da gravidade do caso, como a necessidade de orientação para demonstrar sofrimento na delegacia.

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